segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Saga de Abilhão da Viola/Artista

Era uma noite, que parecia aos olhos dos membros restantes da trupe que era composta antes por Dani, Dudu, Digs, Rosa, Ego, Hilário, Dud, Bizo, Ariti, Mauro, Nine, Greta, Lucy, Beppe, Eu(Fejão) e a gata da Dani, uma simples noite, sem nada inusitado. Sentados na frente da residência de Dani Porongoni, já metade de nossos companheiros haviam partido para suas respectivas residências... e restavam somente alguns dos bravos cavaleiros que desafiam o ar da noite, sem nenhum medo em seus corações. Ariti e Dudu tocavam violão, Another Brick in the Wall pt. 2 para ser mais exato, Eu, parado ao lado dos dois, brincava com a gata, enquanto o restante sentava mais ao lado, conversando sobre assuntos mundanos. Quando de repente, surgindo das sombras, ouve-se uma voz dizendo “Com licença, vocês precisam de um professor de viola?”. Todos exaltaram-se e viraram para olhar quem seria o autor de tal fala. Eis que, ali parado, com uma camisa surrada e calça social, tênis azul, um bigode ralo contrastando com a pele escura, carregando um violão nas costas, e conduzindo a pé sua bicicleta, estaria um sujeito que em breve se revelaria um exímio violeiro.

Todos entreolharam-se, porém Beppe já foi gritando “PODE PASSAR!!!”, ao que, com um enorme sorriso estampado no rosto, o Violeiro Misterioso obedeceu, adentrando a residência e já tirando seu violão das costas e exclamando:

- Esse, - disse ele, abrindo o fecho e puxando o violão da capa. – é o violão da marca melhor que tem! Janine! – O que deveria ser um Giannini legítimo.

E jogou no colo de Mauro, dizendo “Tó! Olha!”. Após ser analisado, o violeiro se aproximou de Ariti, que estava com o violão de Dani na mão, e se sentou ao seu lado no muro, dizendo:

- Rapaz, eu vi que tu gosta de uma viola. Então, vamos aqui, me acompanha na música. – E puxou seu violão. Porém, com um pesar em seu coração, notou que a primeira corda havia arrebentado... Desesperado, pediu ajuda, uma simples corda E, mas foi em vão... ninguém possuía uma corda sobrando. Então, foi com uma tristeza visível em seus olhos, que ele pegou o violão oferecido por Ariti. E começou a tocar.

A princípio, foi uma música deveras sem-sal, que não fez jus a seu talento, até então, adormecido. De repente, uma voz é ouvida, ao longe, e o Violeiro se vira, para conversar. Ele então grita:

- Ô, CHEGA AÍ! SE ELES SÃO MEUS AMIGO, SÃO TEUS AMIGO TAMBÉM!
E assim surgiu seu companheiro, com uma garrafa de cerveja na mão, e ficou lá um tempo.
Assim, após algumas outras músicas também não muito valorizadas, finalmente, sim, foi a hora. Digs pediu:

- Toca uma música aí pra nós.

O Violeiro deu uma olhada astuta, e anunciou:

- Sim, então ta, gurizada, eu vou fazer uma música pra vocês. Vou fazer uma música aí.

E começou, um ritmo totalmente contagiante, a animação logo se tornou visível no recinto. Começou a cantoria:

Há tempo que estou cantando
Um beijo dessa boca fria
Eu fico arrepiado
Quando me vejo passar na rua
[2x]

**REFRÃO**
Você não sabe o quanto eu te quero, Menina Bonita
Se você me quiser, ficarei contigo, por toda esta vida. [2x]

Na segunda vez que o verso foi repetido, todos fizeram um coro, seguido de palmas, fato que iluminou o rosto do violeiro com um sorriso de orelha a orelha. Então, aproveitando o visível sucesso da música, ele emendou outra, que coincidentemente possuía o mesmo ritmo da primeira.

O nosso é amor
É que nem o daquele homem
E daquela mulé

Se você quer vir curtir comigo
A novela das oito
Só não peça beijo
Estou de olho na tela


Sha laiá laiá laiá
Sha laiá laiá laiá

Foi sucesso total, e suas habilidades de violeiro foram finalmente mostradas. Porém, o Amigo Cervejeiro teve de ir embora, após notar que sua cerveja havia acabado. Ariti, então, foi até o violeiro, ainda estupefato, atingido em cheio pela música, e perguntou:

- Como o senhor se chama?

Ele encarou o jovem, e finalmente disse, apertando-lhe a mão.

- Amigo, me chamam de Artista.

Depois disso, ele tocou, novamente a pedidos de Digs, um Zezé Di Camargo E Luciano, em seus tempos áureos de boteco, anunciando coisas de tempos em tempos, como que ele se ofereceria para ser nosso professor de viola, pois precisávamos fazer festa, e nada melhor que uma viola e um violeiro para isso. Lembrou-nos também, de tempos de sua infância, na qual seu instrumento musical era uma ripa de madeira com cordas de pesca, e que segundo ele, fazia “Aquela coisa, aquela coisa” que nós fazíamos agora. Porém, não era isso que os ali presentes queriam, e, a pedidos, ele tocou novamente o single Menina Bonita, anunciando que tocaria trinta vezes, se fosse preciso, fato que alegrou o coração de todos. Neste meio tempo, Beppe e Digs resolveram passear em sua Possante Bicicleta, dando voltas e voltas pelas ruas.

Novamente, Ariti foi dar os parabéns ao Artista, porém, ao fazer isso, teve uma surpresa.

- Olha, meus parabéns, Seu... Artista, não? – Disse ele, apertando mãos.

Porém, o Artista o encarou, e com uma cara despreocupada, disse.

- Se tu acha... – O que causou acesso de risos a todos ali presentes.

Com a garganta seca de tanto cantar, o Artista pediu a Ariti um copo de sua bebida, porém, após saber que era um simples refrigerante, logo desanimou-se, porém, para não desaponta-lo, Beppe(já de volta) e Ariti foram até a cozinha, e voltaram com copo de um líquido transparente, que duvidosamente era água. Para surpresa de todos, o Artista tomou um gole deveras grande, coisa que teria causado no mínimo caretas e arrepios em qualquer ser, em seu estado sóbrio pelo menos, porém, ele simplesmente fez uma pausa, pensou, se virou, e perguntou:

- Hmm... é Vodka?

Ariti com um sorriso muito matreiro respondeu:

- Velho Barreiro

A alegria de Artista não pode ser contida diante tal fato, e ele exclamou, um enorme sorriso em seu rosto:

- ORA, MAS ESSE É DOS BÃO! – E bebericou novamente seu copo.

Animado e revigorado, tocou novamente, a pedidos, o sucesso Menina Bonita/Novela das 8, que já em sua segunda vez, foi ainda mais emocionante e bem recebida por todos.

Porém, o que ele falou a seguir preocupou a todos.

- Olha, gurizada, eu gostei de vocês, vocês gostam de música, e se vocês gostam de música, vocês gostam de mim! Então, podem me dizer, se vocês querem que eu manheça aqui com vocês, eu manheço com vocês!

Assim, ele tocou novamente um outro repertório, e anunciou a mesma coisa, o que alarmou ainda mais a todos, pois ele visivelmente não estava em seu estado totalmente sóbrio, e, portanto, suas atitudes eram totalmente imprevisíveis.

Então, em coro todos aclamaram pela saideira, que não era nada menos do que Menina Bonita/Novela das 8. E, apesar de ter anunciado que esse não era nem o início, apenas um aquecimento, para a noite que ele pretendia seguir, ele tocou. Esta foi uma versão realmente digna de um final de show, ao maior estilo Beatles, Hey Jude, todos cantaram, em meio ao coro e palmas, a letra já decorada, com um refrão que ficou marcado na memória e coração de todos.

Mas enganou-se quem pensou que este era o fim, Artista ainda revelou que seu repertório não era de se fazer chacota, e tocou a, então, música final, que infelizmente não chegou nem perto do sucesso estratosférico de Menina Bonita.

Assim, anunciando que no dia seguinte(um Domingo) era dia de trabalho, todos se levantaram, e foram cumprimentando o Artista, que, desiludido, pediu somente que deixassem-no terminar seu Velho Barreiro, pedido que não pode ser negado.

Então, em frente ao portão da casa, Ariti novamente foi cumprimentá-lo, dizendo.

- O senhor realmente recebeu um dom de Deus, de tocar violão tão bem!

Todos esperaram, aguardando a humilde resposta de que “Não, eu não toco tão bem assim gurizada, não é pra tanto.” Porém, a resposta que veio certamente surpreendeu a todos.

- EU TOCO BEM MESMO! – Mas, afinal de contas, um gênio como ele não deveria preocupar-se com falsa modéstia. Ainda assim anunciou, suas últimas palavras. – E, gurizada, só digo uma coisa para vocês, ta? Sejam como eu. Sejam como eu...

E foi-se embora. Antes disso, anunciando seu real nome, Abilhão da Viola.


João Lucas G. Franco

sábado, 22 de agosto de 2009

A Saga da MPM - Redigida em 3 atos

Sinto pesar em meu peito
Uma dor latente no coração
Um dia haverá de ter um jeito
De voltar à praça com meus irmàos

Oh, triste destino
Que tenta calar nossos gritos
Nossas violas já não cantam
Agora só reina o maldito

Lembrai-vos da épica batalha
Na qual feriu-se um grande herói
E esperai um dia dizer
Meu coração já não mais dói

Por Eduardo Bordin

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Odisséia

Acabada a academia, depois de uma jornada inacreditável para o recolhimento de 50 centavos, dudu e guilherme, passaram na academia para nos convidar ( Eu[melquior] Junior e o Rodrigo) para a deglutição de uma delicioso (quente) refrigerante.

Vamos então, em direção á nossa querida segunda casa, a mãe de todos os necessitados de amizades consoladoras, o quintal do Junior, a nossa querida praça da matriz. Lá chegando, sentamos em uma determinada mesa, confiantes da reputação de nosso grupo, que sempre tem algum assunto em voga. Depois de determinados os lugares onde cada um iria sentar ( 3 teimosos de pé) passamos a conversar sobre tudo, ou sobre nada, como queira. Conversa vem, conversa vai, demônio vem, anjo vai, lúcifer fica, belzebu atazana, o nosso querido amigo rodrigo (pança) decide jogar seu futuro á rua, e se retirar ao seu recinto familiar. Indo então para casa, ficamos em apenas 4 pessoas. Porém, contudo, todavia, algúem aparece do nada, Maurício, em seu cavalo alado, direto do Valhala, como um grande guerreiro vindo avisar do temido Ragnarok. Ele ''estaciona'' seu grande garanhão e todos descobrimos a verdade de sua vinda inesperada : Ele precisava de companhia!

Companhia essa agradabilíssima, pois todos sabemos que somos as melhores pessoas desse ignóbil mundo.

Voltando ao meu relato, continuamos nossa incessante troca de ideias, debatendo sobre as questões filosóficas que mais incomoda a sociedade extremamente altruísta de nossa época. Após inúmeros verbos, substantivos, adjetivos, pronomes, artigos, numerais, advérbios, preposições, Interjeições e conjunções, acabamos por destituir vários valores morais ultrapassados, inclusive quebrando vários dogmas impertinentes á nossa cabeça tresloucada, os componentes do grupo guilherme e dudu, desistem da felicidade de viver e também pegam o rumo incomodativo que leva á perdição. Resumindo, cada um foi para seu covil!

Sobraram então, apenas 3 exímios pensadores, Haroldo, Maurício e Melquior, que transformam o cansativo debate em um alegre festim, sem é claro, deixar de lado as suas incriveis habilidades de se previnir do passado e do presente, mas nunca do futuro. Cada um articula suas idéias incessantemente, quando eu (melquior) resolvo dar uma volta do grande pégasus, pertencente ao maurício, que para se adaptar ao nosso mundo irritadiço transformou-se em uma bicicleta. Eu saio, feliz com meu presente emprestado, saltitante de alegria e convencido de minha proficiência ''ciclística''. Dou várias voltas ao redor de nosso acampamento filosófico, e repentinamente, por causa de um pêlo encravado, o animal insáciavel de velocidade, parte rapidamente sobre as pedras que sustentam nossos pés. Porém, quando menos se espera, o temido alado se desespera, pois vê, que como transmutado em bicicleta, não pode voar. Com esse temível problema na cabeça Pégasus, no auge de sua inteligência e segurabilidade, pára imediatamente sua galopa

Então, meu amigo Newton vêm á cena. Ele quieto, consciente de tudo o que lhe ronda, apesar de estar á mais de 7 palmos abaixo da terra, resolve se meter na nossa intransponível história, convocando a mais temida de suas magias, que ao total de 3 atemorizam até os mais afincos estudantes: a Inércia

Pois não é que com a freagem descontrolada do temido cavalo alado, ele faz algo que nunca aconteceu antes em seus 5 mil anos de história. Simplesmente ele derruba seu grandioso caroneiro, eu Melquior elevo-me a uma alturam hercúlea, quase principesca,chegando a sentir o bafo de Deus em minha nuca.

Porém, tudo o que sobe, tem de descer. Então desço , mas é uma queda temerária, que nem Perseu, nem Aquiles, muito menos Ulisses gostaria de encarar. Espatifo-me bisonhamente em um chão coberto de medonhice humana. O desespero toma conta de meu amigos, que correm para me auxiliar, o medo é constante, pessoas alheias vêm de todos os lugares para ver. Todos esperam o pior. O pior era quase uma certeza. Mas, como nada nessa vida é certo, e tudo está previsto, eu, surpreendentemente, como um rei que confia piamente em si próprio, me levanto, alcançando á glória, trazendo alegria a todos, pães para os pobres e saúde para os doentes. Todos estão assustados, pois como pode, alguém sem nenhum artifício físico excepcional resistir a uma queda tão grande? Acolho e acalmo a todos, explicando todos os pormenores da situação inusitada. Há o entendimento da nação, que, menos preocupada, se volta em direção á suas moradias. Sobram então apenas os mais belos novamente.

Após essa aventura inusitada, há uma acalorada discussão sobre qual o caminho ideal em busca da casa, pois, exaustos de tanta adrenalina, resolvemos em sim, vir para a segurança do lar. Resolvido todos as picuinhas nos despedimos e partimos em direção à nossa familia que esperava pacientemente a volta dos calorosos acéfalos.

Terminada a Odisséia, tudo acaba bem, e todos vivem felizes para todo o sempre.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ficou um pouco tarde mais postei uma foto da noite descrita no post abaixo

Abraços

Acredecimentos: tia do sorvete que tirou esta foto, valeu tia

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fatos ocorridos no dia de hoje

Saindo da academia estávamos nós (estes mesmos da fotinho ali do lado), mais a Dani, a Gabys e a Gabi Sponchiado sentados diante de um prédio azul de nome desconhecido, tomando Coca-Cola, quando o Dudu (aquele parecido com o Johnny Depp) olha pro céu e exclama: "Cara, olha se aquela lua não está parecendo uma pedaço de unha cortada?", ao que eu rebati: "Na verdade, a mim me parece que ela está sorrindo". O Pança, por sua vez, diz: "Eu acho que parece com uma melancia depois de ter sido devorada por alguém faminto". O Melquior (o mais cabeludo), ouvindo a conversa, olha para a lua, e, com uma voz sonhadora de quem deseja algo, suspira: "Essa lua está me dando vontade de comer queijo!"

Alguns minutos depois, quando metade dessa cambada já havia ido para suas respectivas casas e só sobravam eu (Guilherme), Melquior, Dudu e Bizo, este grupo reduzido de animais põe-se a correr ladeira abaixo pela rua da lateral do prédio do Pança, feito uns condenados. Acham um gambá no meio da rua e continuam a correr, agora atrás da pequena criatura fedida. Depois de já ter espantado o bichinho, continuam o caminho rumo às suas moradias, e correrm por mais algumas ruas, assim, loucamente.

De onde provêm estes abomináveis e malucos adolescentes (estou me incluindo neste grupo estranhíssimo)? Eis a questão!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Yeah baby

Blog de todos e de ningúem, que engloba tudo e engloba nada!

Legal, nós tentaremos dar continuidade a esse blog. Esperamos que vossas magnificências prestem atenção e colaborem com esse divertidíssimo blog.

Yae